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Futuro Integral do Sesc auxilia na formação de alunos protagonistas na escola e na vida

09/08/2017 �s 11:49


Por Lucas Carniel

Alunos de escolas públicas participam do programa.
Francisco Beltrão -


Ensino de Língua Portuguesa e Matemática. As disciplinas são sérias, difíceis de compreender e, às vezes, até mesmo, de aplicar no dia a dia. O assunto é sério, visto que os conhecimentos matemáticos e linguísticos estão de tal maneira atrelados à nossa vida cotidiana, que uma regra mal aprendida na escola pode trazer consequências funestas para a vida. Mas como fazer com que alunos consigam entender os conteúdos?

Adotando a didática da Pedagogia dos Projetos e, acima de tudo, apostando no protagonismo dos alunos no processo de ensino e aprendizagem, o Sesc, contando com o apoio de escolas estaduais e municipais de Francisco Beltrão, está conseguindo abordar temas importantes das duas disciplinas, mas de uma maneira diferente: com jogos e brincadeiras. De acordo com Rozani Variza, técnica de atividades do Sesc e coordenadora do programa Futuro Integral na Escola, desde 2011 atividades assim são desenvolvidas em escolas públicas de Beltrão. Letramento e Raciocínio Lógico são os principais eixos da iniciativa. “Incentivamos o protagonismo no próprio processo de aprender. Quando você vivencia sua prática pedagógica, a educação torna-se mais significativa, acontece de forma contextualizada”, explicou Rozani.

A diretora do Colégio Tancredo Neves, do bairro Pinheirinho, Lucia Rocha, é só elogios para o Futuro Integral. Ela conta que além das notas dos alunos estarem melhorando, também percebeu que quem participa do programa é mais responsável, organizado e consciente da importância dos estudos, atributos indispensáveis não apenas na escola. “Esse é um dos melhores projetos que estamos oferecendo em parceria aqui na escola. Percebemos que os alunos que participam apresentam um comportamento melhor. Aos poucos, estamos percebendo que eles vão ter um aproveitamento melhor na sala de aula, que é a forma como o projeto trabalha, aliando a práxis da teoria com a prática”, destacou.

A opinião da diretora Lucia é endossada por uma outra diretora, a Neuza Oss, da Escola Municipal Francisco Manoel da Silva, do bairro Novo Mundo. Ela conta que também percebeu uma melhoria significativa no aprendizado de alunos que participam das atividades do Sesc. “A gente percebe as crianças motivadas e no dia a dia percebemos que o rendimento melhorou na sala de aula, tanto na área de raciocínio lógico, quanto na área de língua portuguesa”, enfatizou ela.

Se as diretoras estão contentes, imagina os alunos!. O João Pedro dos Santos e a Ana Vitória Merlos, de 10 anos, estão felizes da vida porque conseguem fazer sem problema nenhum as quatro operações matemáticas e, também, estão muito contentes porque estão aprendendo muita coisa de literatura, história, entre outras áreas do conhecimento humano. “Já faço as contas de mais, menos, divisão com dois números, vezes, antes eu não conseguia muito bem”, disse João Pedro. “A gente aprende as coisas brincando mais. Por exemplo, fizemos um jogo de multiplicação e divisão, cheguei em casa e pude ensinar à minha mãe. Antes eu tinha dificuldade com português e matemática e agora eu comecei a gostar mais, porque o projeto está me ajudando bastante”, complementou Ana Vitória.

Enquanto os alunos davam a entrevista, o professor João Sinhori, do eixo de letramento, ouvia todo orgulhoso. É que a oralidade também é uma das atividades incentivadas no programa. O professor João ressalta que, durante as aulas, os alunos são incentivados durante todo o tempo a participarem ativamente das atividades. //No letramento a gente consegue trabalhar com pintura, ilustração, poesia, artesanato… A gente trabalha com o lúdidco de todas as maneiras que se possa imaginar. O retorno da escola e dos alunos é sempre muito positivo”, explicou o professor João.

Além da questão lúdica, uma outra coisa que os alunos gostam bastante é poder expôr para pais, professores e sociedade em geral as atividades que eles realizam no programa. Durante este mês, vai acontecer um sarau literário no Colégio Tancredo Neves. O Fábio Mengues e a Gabriele Veiga, de 13 anos, contam que tudo o que aprendem no projeto acaba ajudando em outras disciplinas. “A gente sempre faz coisa diferente do que faz na sala, o que eles querem é que a gente aprenda de um jeito diferente. É mais com atividades legais. Essas coisas de geometria, a gente consegue usar em artes, por exemplo”, disse Gabriele. “No sarau a gente vai apresentar todos os trabalhos que fizemos no primeiro semestre, como mandalas, totens e a representação do quarto de Van Gogh, complementou Fábio.

Cerca de 400 alunos de seis escolas públicas de Francisco Beltrão e Marmeleiro participam do programa. São alunos que estão se transformando em protagonistas no seu próprio processo de ensino e aprendizagem.



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