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Hospitais públicos sub-regionais consorciados são opção para uma saúde pública eficiente

25/01/2018 �s 14:17


Da assessoria

Deputado Federal Assis do Couto
Foto: assessoria
Brasil - A criação de hospitais públicos para garantir um atendimento de qualidade e contínuo à população é uma discussão que vem ganhando força a cada dia. Os gestores municipais estão percebendo que não dá para ficar refém dos hospitais particulares, que podem, a qualquer sinal de prejuízo, deixar a população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) na mão. Este é um dos maiores dramas da Saúde Pública. Por isso, quero aqui louvar a iniciativa da Associação Regional dos Secretários de Saúde (ARSS) em fomentar a discussão com o apoio dos prefeitos, em especial o de Francisco Beltrão, Cleber Fontana.

No Brasil a saúde pública está dividida em três níveis. No primário estão as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que desempenham o papel de promover políticas direcionadas tanto para a prevenção quanto para a preservação do bem-estar das comunidades. É a chamada porta de entrada do SUS e deve ser organizada pelos municípios. É onde são marcadas consultas e exames básicos e são realizados procedimentos de rotina como curativos, aferição de pressão arterial, por exemplo. Aqui atuam os médicos de saúde da família e clínicos gerais.

No nível secundário, e como já disse antes, o mais deficitário, encontram-se as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), os hospitais e outras unidades de atendimento especializado ou de média complexidade. Esses estabelecimentos devem estar preparados para realizar procedimentos de intervenção cirúrgica, tratamento de situações crônicas e doenças agudas, e, ainda, urgência e emergência.

O nível terciário é onde se encontram os hospitais de grande porte (alta complexidade), como é o caso do Hospital Regional do Sudoeste (HRS) e de vários hospitais de Curitiba entre o outros. Estes estabelecimentos devem estar equipados com máquinas de tecnologia avançada e devem estar preparados para a realização de procedimentos mais invasivos, intervindo em situações em que a vida do paciente esteja em risco. Nesse caso, são necessários médicos especialistas em áreas que exigem uma formação mais extensiva, como a Neurocirurgia, por exemplo.

Entendido esta setorização da saúde pública, é preciso estabelecer alguns pontos importantes na discussão sobre a criação de novos hospitais. Entre eles destacamos a necessidade urgente de que esses novos hospitais sejam para atender baixa e média complexidade, que representa a maior demanda dos municípios de pequeno e médio porte. Hoje para a realização de cirurgias simples, ou mesmo partos habituais, os pacientes têm que se se deslocar até os grandes centros. Essa distância, além de gerar um alto custo aos municípios com transporte, alimentação e pensão, causa sofrimento aos enfermos que têm que se deslocarem, muitas vezes, até 600 quilômetros para serem atendidos em Curitiba, por exemplo, enfrentando estradas muitas vezes mal conservadas e correndo risco de acidente

Portanto, a acessibilidade dos usuários aos hospitais de baixa e média complexidade é fundamental. Não teremos uma saúde eficiente submetendo a população a longas distâncias dos hospitais. Por isso, entendemos que a união de municípios próximos em pequenos consórcios pode ser a solução mais eficaz para a questão. Nesse contexto ressaltamos a importância da discussão que vem sendo feita em torno da criação de um hospital de pequeno porte na região da fronteira, abrangendo os municípios de Capanema, Planalto, Pérola d´Oeste, Bela Vista da Caroba e Realeza, que juntos somam cerca de 60 mil habitantes. Um estudo realizado pelo SEBRAE mostra a viabilidade para a criação um hospital de pequeno porte, até 50 leitos, equipado para atender especialidades de baixa e média complexidade, sendo: Urgência/Emergência, Clínica Gineco-Obstetrícia e Maternidade, Clínica Médica, Clínica Pediátrica, Clínica Cirúrgica, Clínica de Saúde Mental e Clínica Nutricional.

Ainda de acordo com o estudo, tecnicamente o local mais centralizado é no trevo da PR - 281, em São Valério (município de Planalto). Nesse caso, a distância maior a ser percorrida para acessar o hospital seria o município de Capanema - 18 quilômetros, e a menor seria Pérola D’Oeste - 12 quilômetros.

Nesse sentido, é necessário que a discussão que será iniciada no dia 02 de fevereiro na Assembleia da ARSS seja feita com base em dados técnicos para não corrermos o risco de iniciar um projeto que depois pode mostrar-se inviável, a exemplo do que ocorreu com as UPAs dos municípios de Dois Vizinhos, Realeza e Santo Antônio do Sudoeste, que de acordo com os próprios prefeitos da região, não são viáveis justamente pela falta de hospitais de baixa e média complexidade nas sub-regiões. Assim como na região de fronteira, outras sub-regiões da 8º Regional de Saúde podem se unir para viabilizar hospitais de baixa e média complexidade e garantir a eficiência na área de saúde. Criar um único hospital, que iria substituir o Hospital São Francisco, para atender o setor secundário dos 27 municípios que compõem a oitava regional não vai solucionar o problema.
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