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Coleta Seletiva: Programa poderá aumentar até 40% coleta de lixo no município
08/02/2010 às 08:39

Nova estrutura da Associação dos Catadores de Papel e lei municipal que obriga a separação de lixo aumentará a coleta. Hoje, aproximadamente 200t são coletadas

Por Lucas Carniel

Nova estrutura da Associação dos Catadores de Papel e lei municipal que obriga a separação de lixo aumentará a coleta. Hoje, aproximadamente 200t são coletadas

Vilmar Rigo, coordenador do programa Coleta Seletiva
Não é mais segredo pra ninguém que separar lixo é importante. Por isso, uma política séria de incentivo à separação de materiais orgânicos dos recicláveis traria incríveis benefícios à população.

Em Francisco Beltrão, o programa de Coleta Seletiva, instalado há três anos, é considerado referência para o Estado. Mas há limitações que a própria coordenação do programa reconhece. “A quantidade de lixo recolhida e transformada em material é muito grande, beira as 200 toneladas por mês. Essa quantidade só não é maior por que a Associação dos Catadores de Papel de Francisco Beltrão (Ascapabel) não tem estrutura para receber toda a demanda do município”, explicou o coordenador da Coleta Seletiva, Vilmar Rigo.

O problema está sendo resolvido, pois há muito tempo vem se divulgando a nova estrutura da Associação, com barracão de seis mil metros quadrados. Além disso, já foi encaminhado projeto a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) para a construção de mais dois barracões de 1.000 metros quadrados, entre várias outras melhorias que devem ser implementadas ao longo do ano.

Com todos estes avanços, o coordenador do programa acredita que aproximadamente 40% do excedente poderão ser coletados. Hoje, parte deste excedente é encaminhada ao aterro sanitário (que também é referência para o estado) ou coletado pelos carrinheiros que não são associados à Ascapabel, portanto, sem nenhum vínculo com a prefeitura. “Além disso, muito material é vendido para empresas particulares, como a Moaraflex”, disse Rigo.

Aterro sanitário
Lixo amontoado por todos os cantos, corvos chafurdando nas montanhas de materiais que poderiam ser reutilizados e pessoas (incluindo crianças) disputando a peso de ouro o que já foi descartado. A imagem que se espalha pelo Brasil a fora (e que causa repugnância) não é a realidade do aterro sanitário de Francisco Beltrão.

Representantes de grandes municípios do Estado vieram a Beltrão para conhecer os métodos empregados no aterro. “Nosso aterro está dentro das normas e é um dos mais adequados do Paraná. Tem fiscalização do IAP e Promotoria Pública. O lixo destinado para lá não entra em contato com o solo e especialistas da prefeitura o revestem com gel impermeável e, além disso, contém lagoas de tratamento”.


Lei municipal obrigará separação de lixo
Hoje, basta a pessoa ter atitude e conhecer da importância da reciclagem de lixo, para efetuar a separação de lixo. Mas, a separação não é obrigatória ainda. Dentro de alguns meses uma lei municipal obrigará que as pessoas realizem a separação.

No momento, a lei está em tramitação e em algumas semanas será encaminhada para apreciação da Câmara de
Vereadores e sancionada pelo prefeito Wilmar Reichembach. “A separação de lixo não será espontânea, mas obrigatória. No máximo em seis meses acreditamos que a lei estará vigorando”.
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