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Nova destilaria deverá produzir 100 mil litros de cachaça por ano
01/02/2010 às 15:58

Nova destilaria em Manfrinópolis deverá produzir 100 mil litros de cachaça por ano

Por Leandro Czerniaski

Nova destilaria em Manfrinópolis deverá produzir 100 mil litros de cachaça por ano

As obras da nova destilaria, em Manfrinópolis, estão em andamento
Foi iniciada no fim do ano passado a construção da mais nova destilaria do Sudoeste, que terá 420m2. Localizada na Linha Savanhago e denominada de Canópolis, a Associação dos Produtores de Cana de Manfrinópolis já possui oito produtores associados e tem como meta aumentar este número e fazer da região um pólo na produção de cachaça.

Segundo Juan Artigas, membro da Canópolis, a ideia da criação da associação surgiu levando-se em consideração a boa localização das terras de Manfrinópolis, com grande potencial para a produção de cana. “O município estava interessado em uma agricultura alternativa para o pequeno produtor, aí então que se percebeu que a cana poderia ser essa opção para os agricultores, devido às terras na Linha Savanhago serem das mais altas do Sudoeste”, afirma Juan.

De fato as regiões com melhor clima para a produção de cana são as altas e no caso do Sudoeste, à beira do Rio Iguaçu, onde há um microclima ideal, onde dificilmente a plantação de cana seria afetada por uma geada, por exemplo.

No local está sendo construída apenas a destilaria da Canópolis, que irá vender a cachaça ainda bruta para a Cooperativa dos Produtores de Cachaça, a qual, por sua vez, ficará encarregada de engarrafar e distribuir a cachaça com a marca Sudoeste.

A produção da cana deve trazer grandes benefícios aos agricultores que optarem pela cultura, principalmente na questão financeira, pois em comparação com o milho, por exemplo, possui uma lucratividade quase 100% maior e um custo de cerca de 30% do valor investido na plantação.

Por outro lado, a alta qualidade da cachaça produzida no Sudoeste atualmente faz com que o produto se torne impopular dentre a grande massa da sociedade, tendo que ser comercializada em outras regiões do Brasil, como explica Artigas. “A gente tem um pouco de dificuldade na questão de mercado devido ao preço, pois é uma cachaça de qualidade, mas pretendemos fazer com que a cachaça produzida no Sudoeste seja comercializada em outras regiões, como Curitiba e São Paulo”, conclui Juan.
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